As cruzadas foram expedições militares empreendidas pelos cristãos do Ocidente com o apoio da Igreja Católica contra os pagãos, heréticos e muçulmanos, durante a Baixa idade Média.
No século XI, o sistema feudal sofreu inúmeras transformações, dentre elas podemos citar: o desenvolvimento de novas técnicas, o que provocou o aumento da produção, (fato que coincidiu com o aumento populacional). Essas transformações influenciaram nas relações entre nobres e servos: os senhores feudais insistiam em aumentar os impostos para melhorar sua renda. Os servos já não queriam trabalhar nas terras dos senhores, preocupando-se em aumentar sua produção para vender o excedente e auferir alguma renda. Além disso, a Europa necessitava de terras para comportar a crescente população. Dentro desse contexto surgiam as Cruzadas.
X O Papa Urbano II estava chamando seus fiéis para lutarem contra os turcos, a “raça maldita”, que impediram as peregrinações à Terra Santa ao conquistarem a Pérsia, até então sob o domínio dos árabes. Os turcos eram tidos como seguidores do Anticristo (satanás), por isso o termo “raça maldita” e a necessidade de tirar-lhes a Terra Santa.
Mas outros interesses impulsionaram as cruzadas. Seria uma saída para o excedente populacional, que iria encontrar novas terras. Esse fato levou muitos senhores feudais a enviarem seus filhos que não possuíam terras, para conquistarem novos feudos no Oriente.
A própria Igreja estava interessada em reconstituir a Unidade Cristã, rompida com o Cisma do Oriente, uma vez que os Imperadores Bizantinos estavam dispostos a aceitar a autoridade pontifical, desde que fossem auxiliados contra os turcos.
Além disso, havia interesses das cidades comerciais, principalmente as italianas, como Gênova e Veneza, que visavam à expansão de sua atividade comercial no Mediterrâneo Oriental, ampliando suas relações comerciais com os muçulmanos.
No século XI, o sistema feudal sofreu inúmeras transformações, dentre elas podemos citar: o desenvolvimento de novas técnicas, o que provocou o aumento da produção, (fato que coincidiu com o aumento populacional). Essas transformações influenciaram nas relações entre nobres e servos: os senhores feudais insistiam em aumentar os impostos para melhorar sua renda. Os servos já não queriam trabalhar nas terras dos senhores, preocupando-se em aumentar sua produção para vender o excedente e auferir alguma renda. Além disso, a Europa necessitava de terras para comportar a crescente população. Dentro desse contexto surgiam as Cruzadas.
X O Papa Urbano II estava chamando seus fiéis para lutarem contra os turcos, a “raça maldita”, que impediram as peregrinações à Terra Santa ao conquistarem a Pérsia, até então sob o domínio dos árabes. Os turcos eram tidos como seguidores do Anticristo (satanás), por isso o termo “raça maldita” e a necessidade de tirar-lhes a Terra Santa.
Mas outros interesses impulsionaram as cruzadas. Seria uma saída para o excedente populacional, que iria encontrar novas terras. Esse fato levou muitos senhores feudais a enviarem seus filhos que não possuíam terras, para conquistarem novos feudos no Oriente.
A própria Igreja estava interessada em reconstituir a Unidade Cristã, rompida com o Cisma do Oriente, uma vez que os Imperadores Bizantinos estavam dispostos a aceitar a autoridade pontifical, desde que fossem auxiliados contra os turcos.
Além disso, havia interesses das cidades comerciais, principalmente as italianas, como Gênova e Veneza, que visavam à expansão de sua atividade comercial no Mediterrâneo Oriental, ampliando suas relações comerciais com os muçulmanos.
No geral, as Cruzadas não alcançavam seus objetivos. Revelando sua incapacidade militar, não conseguiram manter os territórios conquistados. Por outro lado, as cruzadas proporcionaram importantes transformações para as sociedades, bizantina e muçulmana. Uma delas foi a abertura do mediterrâneo ao comércio europeu. Esse fato contribuiu para a mudança do sistema feudal.
II – Renascimento Comercial
Durante muito tempo, a terra foi principal fonte de riqueza. As cidades esvaziaram-se e foi nos feudos que a população procurou abrigo durante as invasões. Quando essas terminaram, a população aumentou e os feudos não conseguiram mais comportá-las. Verificou-se o desenvolvimento de técnicas agrícolas, ocasionando o aumento da produção, necessidade para atender à população crescente e a comercialização do excedente.
Dentre as várias inovações tecnológicas, destacamos: a substituição do arado de madeira pelo ferro (charrua), a utilização da água como força motriz usada nos moinhos e serras, o cultivo de aveia (alto valor nutritivo) e de vinha e a criação de ovelhas.
Muitas pessoas, então deslocaram-se do campo para a cidade e, procurando melhores condições de vida, passaram a desenvolver o artesanato.
ÖOs artesãos organizaram as Corporações de ofício a fim de proteger seu artesanato e seu comércio da concorrência de outras cidade. Essas corporações controlavam os horários de trabalho nas oficinas, o preço e a qualidade dos produtos. Também estabeleciam uma hierarquia dentro das oficinas:
· mestre era dono da oficina, das ferramentas e da matéria-prima;
· oficial era o artesão que trabalhava com o mestre, como assalariado;
· aprendiz trabalhava nas oficina recebendo apenas casa e comida;
· jornaleiro trabalhava por jornadas estabelecidas pelo mestre, recebia um pequeno salário.
A produção artesanal teve como conseqüência o desenvolvimento do comércio. O artesanato era vendido por comerciantes que percorriam aldeias e cidade. No século XI surgiam as feiras, centros comerciais que vendiam vários produtos, provenientes de diversos países. Uma das mais importantes feiras foi a da Champanha, na França.
Os comerciantes também formavam associações ou ligas. No século XIII surgiu a mais importante associação – a Liga Hanseática (de Hansa = companhia), formada por comerciantes alemãs.
As atividades comerciais expandiram-se formando dois principais pólos do comércio internacional: Norte da Itália e Norte da Europa. Gênova e Veneza destacaram-se nesse comércio, pois passaram a exercer um monopólio comercial sobre o Oriente. Importavam especiarias (cravo, canela, noz-moscada, pimenta, etc.) e exportavam madeiras, armas e tecidos de lã de Flandres e Florença.
O reflorescimento comercial provocou uma maior circulação de dinheiro e o aparecimento de diversas moedas:
Dentre as várias inovações tecnológicas, destacamos: a substituição do arado de madeira pelo ferro (charrua), a utilização da água como força motriz usada nos moinhos e serras, o cultivo de aveia (alto valor nutritivo) e de vinha e a criação de ovelhas.
Muitas pessoas, então deslocaram-se do campo para a cidade e, procurando melhores condições de vida, passaram a desenvolver o artesanato.
ÖOs artesãos organizaram as Corporações de ofício a fim de proteger seu artesanato e seu comércio da concorrência de outras cidade. Essas corporações controlavam os horários de trabalho nas oficinas, o preço e a qualidade dos produtos. Também estabeleciam uma hierarquia dentro das oficinas:
· mestre era dono da oficina, das ferramentas e da matéria-prima;
· oficial era o artesão que trabalhava com o mestre, como assalariado;
· aprendiz trabalhava nas oficina recebendo apenas casa e comida;
· jornaleiro trabalhava por jornadas estabelecidas pelo mestre, recebia um pequeno salário.
A produção artesanal teve como conseqüência o desenvolvimento do comércio. O artesanato era vendido por comerciantes que percorriam aldeias e cidade. No século XI surgiam as feiras, centros comerciais que vendiam vários produtos, provenientes de diversos países. Uma das mais importantes feiras foi a da Champanha, na França.
Os comerciantes também formavam associações ou ligas. No século XIII surgiu a mais importante associação – a Liga Hanseática (de Hansa = companhia), formada por comerciantes alemãs.
As atividades comerciais expandiram-se formando dois principais pólos do comércio internacional: Norte da Itália e Norte da Europa. Gênova e Veneza destacaram-se nesse comércio, pois passaram a exercer um monopólio comercial sobre o Oriente. Importavam especiarias (cravo, canela, noz-moscada, pimenta, etc.) e exportavam madeiras, armas e tecidos de lã de Flandres e Florença.
O reflorescimento comercial provocou uma maior circulação de dinheiro e o aparecimento de diversas moedas:
$ florim (Florença),
$ ducado (Veneza),
$ cruzado (Portugal)
$ escudo (França).
$ ducado (Veneza),
$ cruzado (Portugal)
$ escudo (França).
Esse fato fez surgir uma nova profissão – os “cambistas” que faziam o câmbio (troca) de dinheiro e controlavam o peso e o teor em metal precioso das moedas.
Essa nova classe de comerciantes desenvolveram as transações comerciais, introduzindo os cheques, letras de câmbio e fazendo empréstimos aos comerciantes. Esses homens tornaram-se ricos comerciantes e deles alguns reis passaram a depender.
Com o Renascimento Comercial, a burguesia enriquecia cada vez mais aliada aos reis, que centralizavam o poder em seus países, e sentiam necessidade de buscar mercados fornecedores de matérias-primas que atendessem ao consumo europeu.
Esse interesse não se restringia à busca matérias-primas. Comerciantes e reis necessitavam de ouro e prata para a cunhagem de moedas, as quais seriam utilizadas na compra de mercadorias do Oriente e financiariam a consolidação da autoridade do rei.
Podemos considerar a Tomada de Constantinopla (1453) pelos turcos, um fator importante para explicar a expansão marítima européia. O comércio por Constantinopla não foi impedido pelos turcos, estes passaram a cobrar novas taxas, o que encarecia as especiarias. Os europeus viram-se obrigados a procurar um novo caminho que os levasse às Índias – nome dado ao extremo Oriente. Esse caminho deveria evitar o mar Mediterrâneo, ocupado pelos turcos. A única saída seria o Oceano Atlântico. A expansão marítima iniciou-se no século XV. Portugal foi o pioneiro nessas viagens. Alguns fatores explicam esse pioneirismo.
§ posição geográfica favorável – próximo às Ilhas do
Atlântico e à costa da África;
§ aperfeiçoamento dos instrumentos náuticos;
§ construção de caravelas;
§ fundação da Escola de Sagres;
§ consolidação da monarquia.
Com o Renascimento Comercial, a burguesia enriquecia cada vez mais aliada aos reis, que centralizavam o poder em seus países, e sentiam necessidade de buscar mercados fornecedores de matérias-primas que atendessem ao consumo europeu.
Esse interesse não se restringia à busca matérias-primas. Comerciantes e reis necessitavam de ouro e prata para a cunhagem de moedas, as quais seriam utilizadas na compra de mercadorias do Oriente e financiariam a consolidação da autoridade do rei.
Podemos considerar a Tomada de Constantinopla (1453) pelos turcos, um fator importante para explicar a expansão marítima européia. O comércio por Constantinopla não foi impedido pelos turcos, estes passaram a cobrar novas taxas, o que encarecia as especiarias. Os europeus viram-se obrigados a procurar um novo caminho que os levasse às Índias – nome dado ao extremo Oriente. Esse caminho deveria evitar o mar Mediterrâneo, ocupado pelos turcos. A única saída seria o Oceano Atlântico. A expansão marítima iniciou-se no século XV. Portugal foi o pioneiro nessas viagens. Alguns fatores explicam esse pioneirismo.
§ posição geográfica favorável – próximo às Ilhas do
Atlântico e à costa da África;
§ aperfeiçoamento dos instrumentos náuticos;
§ construção de caravelas;
§ fundação da Escola de Sagres;
§ consolidação da monarquia.
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