quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Neocolonialismo II

O que impulsionou o neocolonialismo ?

No final do século XIX e começo do XX, a sociedade européia experimentou o aumento da população e da capacidade econômica, bem como um progresso tecnológico e industrial sem precedentes. É a época do capitalismo financeiro, caracterizado pela hegemonia das grandes indústrias e dos bancos. O mercado europeu torna-se pequeno e as potências capitalistas buscam maneiras de vender seus produtos e de investir seus excedentes de capitais no mundo todo. O expansionismo neocolonial subjuga muitos povos da África e da Ásia. Países ricos e poderosos da Europa, como a Grã-Bretanha, a França, a Bélgica e a Alemanha estendem seus domínios por todos os continentes, formando autênticos impérios e repartindo o mundo. Japão e Estados Unidos, mesmo sem terem formado vastos impérios, também praticam o imperialismo, demonstrando que novas forças capitalistas começam a emergir.

O neocolonialismo

Entre 1875 e 1914, as grandes potências expandiram seus domínios por todos os continentes,numa desenfreada corrida para repartir o mundo. Esses países, especialmente Inglaterra e França, formaram autênticos impérios, unindo exploração econômica e domínio político.As grandes riquezas das colônias, a necessidade de dispor de territórios para onde pudesse emigrar a crescente população européia, o desejo de supremacia, a vontade deimpor sua cultura aos povos mais atrasados e a busca por mercados consumidores e fornecedores foram fatores que incentivaram a nova colonização.
Conseqüências do neocolonialismo

O impacto do imperialismo foi negativo para os povos colonizados. Mudaram seus costumes,sua cultura e sua economia, assim como sua língua e sua religião. A criação de fronteiras artificiais privou-os de sua identidade. Foi-lhes negado o desenvolvimento autônomo, o que resultou no subdesenvolvimento atual, já que só podiam se desenvolver de acordo com as necessidades dos dominadores.
A missão civilizadora

Deformando as teorias de Darwin, o homem branco se considerava superior aos povos locais da África e da Ásia. Julgava que sua cultura e seu progresso científico colocavam-no acima dos colonizados e sentia-se no dever moral de 'levar' a esses povos os benefícios de sua civilização, incluindo a religião. Era essa a justificativa do imperialismo.
A partilha da África

A partir da expansão marítima européia (séculos XV e XVI), interesses econômicos nortearam a exploração do continente: metais preciosos, matérias-primas e escravos. Com a segunda Revolução Industrial, desenvolveu-se um novo colonialismo, legitimado pela 'missão civilizadora' do homem branco. O continente possuía enormes riquezas, mão-de-obra abundante e barata e também um grande interesse estratégico. Os europeus ocuparam primeiro o litoral e depois o interior, até formar verdadeiros impérios. Na Conferência de Berlim (1884-85), as potências imperialistas fragmentaram a África, ignorando a diversidade étnico-cultural. Fronteiras separaram grupos e aglutinaram rivais, acentuando os problemas. A África tornou-se um conjunto de colônias e protetorados, com exceção apenas da Etiópia e da Libéria.

O imperialismo na Ásia

As potências européias lançaram-se ao controle da Ásia, onde encontraram matérias-primas e um grande mercado para os seus excedentes de manufaturas e capitais. Contudo, a existência de civilizações muito desenvolvidas dificultou a conquista e dominação do território asiático. A Inglaterra concentrou sua ação na Índia. A França investiu pelo sudeste, na Indochina. Cobiçada e disputada, a China acabou subjugada pelas potências capitalistas, com guerras, entre as quais a Guerra do Ópio (1841), e tratados desiguais que proporcionaram aos ocidentais direitos econômicos e políticos nas áreas de influência.
A resistência colonial

Na Índia, em 1857, a Rebelião dos Cipaios (soldados indianos) foi uma importante reação nacionalista frente ao domínio ocidental, mas os revoltosos foram sufocados pela violenta ação inglesa que manteve a região sob controle do Império Britânico. A principal resistência chinesa contra a presença estrangeira foi a Guerra dos Boxers (1900), mas uma força expedicionária internacional, formada por ingleses, alemães, russos,franceses, japoneses e norte-americanos, invadiu o país e obrigou o governo imperial chinês a reconhecer todos os acordos e concessões anteriormente firmados com as potências imperialistas.

Um comentário:

  1. suhaashuash!!

    Ateh q fim saiu o BLog em Fessora!!
    ahuashuashusa!!

    xD

    PArabens está MARA o BLog ^^

    só uns ajustezinhos de Formatação e estará perfeito!!

    XD

    bjkas

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